O medo urbano pode gerar maior número de carros: nós temos medo de andar na rua durante à noite, ainda mais sozinhos. Não há comunicação com os que estão dentro do carro, e aqueles que estão na rua; o que acarreta a solidão, a sensação de abandono - sensação esta muito semelhante ao efeito do computador.
(se eu não me engano, a idéia foi tirada do livro Morte e Desenvolvimento Humano, da Maria Júlia Kovács".)
"Olhou para a porta da rua, ouviu o silêncio daquela pequena casa nesse escura da madrugada e sentiu um fiapo de medo pelo solidão, não a da vida inteira, mas a daquele momento preciso, assim só, num espaço perdido nas Mercês, com a filha no quarto e sem um homem comigo, e era como se voltasse à cabeça cada vez mais freqüentemente o terror do assalto. Isso é um lugar-comum, ela pensou, defensiva, como quem escreve literatura, mas o fiapo do medo continuou ali".
Cristovão Tezza; O fotógrafo.
Chico Buarque.
"Mas atravesse o escuro sem medo"
Vinícius e Toquinho.
"A morte do outro: o medo do abondono, envolvendo a consicência da ausência e da separação.
A própria morte: a consciência da própria finitude, a fantasia de como será o fim e quando ocorrerá".
Kastenbaum
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