"Eu precisava ser encantadora. Já era o medo, mas esse medo me estimulava a amar o próximo, ou melhor, a fazer com que o próximo acreditasse nesse amor. Recebia em troca um juizo favorável e era nesse juízo que me sustentava. Estava aí a resposta a pergunta de Margarida, o que eu ganhava com isso? Essa unanimidade de opiniões e que beirava a admiração"
(Lygia Fagundes Telles. O Espartilho)
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